Marketing Digital

As 3 coisas que você precisa saber para quebrar suas barreiras pessoais com o trabalho na internet

As 3 coisas que você precisa saber para quebrar suas barreiras pessoais com o trabalho na internet

As pessoas e as empresas têm procurado a internet para entender como podem vender mais […] seus produtos ou serviços, porém, com a visão do mundo antecessor à web.

Eu adoro uma discussão. Sério. Adoro entender o ponto de vista das pessoas e tentar compreender porque elas chegam a tais conclusões na vida. Há muita coisa envolvida nas conclusões, e basicamente, sem rodeios, “nós vemos o mundo como somos”, parafraseando Rubem Alves.

Se eu emito uma opinião, sem entender minimamente de um assunto, eu sou um ignorante, pois a minha falta de conhecimento limita como eu vejo o mundo. Se tenho conhecimento, mas não compartilho, só para ter o prazer de chamar outras pessoas de burras, eu sou um arrogante, pois o meu ego me limita enxergar e respeitar outros pontos de vista, logo, como eu vejo o mundo.

Compartilhar, estudar e emitir opinião com base em conhecimento específico é um hábito e um treinamento, logo, uma habilidade adquirida, logo uma escolha… não um dom especial.

Mas Rodrigo, por que “cargas d’água” você está falando sobre isso? Você é especialista em marketing digital ou em comportamento humano?

Sou especialista em marketing, off-line e on-line (digital), mas para ser especialista nesta profissão, uma das coisas que eu precisei aprender, e confesso, às duras penas (para entender que precisava aprender), que se eu não entendo sobre pessoas, eu não eu não entendo sobre marketing. Arrisco-me a dizer que se não entendo de pessoas, não conheço de nada.

Durante a pandemia, apesar da crise, vendas pela internet teve um salto de 209%, segundo o portal Valor Investe.

Quero vender na internet (ou nessa tal de internet…)

Isso sempre aconteceu: para uma empresa conquistar interessados em seus produtos ou serviços, precisa investir tempo e dinheiro para produzir publicidade atraente, investir em anúncios em veículos de mídias, conquistar interessados, vender e faturar. Quem dera esse fluxo fosse tão simples!

Muitas vezes a publicidade não é tão atraente assim, para entender isso eu preciso investir em anúncios. Se não atrair o público-alvo, preciso investir mais tempo e dinheiro para refazer minha comunicação e investir novamente em anúncios e, ao desenvolver publicidade eficaz, a empresa entenderá a aceitação do público-alvo. Se o produto ou serviço não for aceito, precisará ser revisto para ser relançado no mercado, que demandará mais investimento de tempo e dinheiro no processo todo de venda… ufa! Nem estou considerando departamento de vendas, custos de logística, impostos e etc.

Notou quantas vezes escrevi sobre investir, sobre tempo e sobre dinheiro?

O trabalho como infoprodutor e afiliado. Já ouviu falar?

Eu escrevi toda a realidade acima para chegar neste ponto. Na Era Industrial, o valor se dava ao quanto se podia produzir. Ao passo de que as indústrias começaram a enfrentar concorrência no mercado, foi necessário buscar um diferencial para ganhar destaque: conhecimento e profissionais qualificados. A importância do conhecimento, tanto de estratégias para o mercado, quanto de gestão foi tão significativa, que passamos para uma nova Era, a do Conhecimento. Neste momento, tivemos uma ruptura na maneira como as pessoas viam o mundo e a percepção de que o conhecimento traria vantagens tanto profissionais quanto pessoais. Isso só cresceu. Quando a internet começou a ser introduzida dentro dos lares e organizações como o Google começaram a disseminar conhecimento de maneira massiva na web, as pessoas perceberam o quão fácil e barato se tornou adquirir conhecimento. O que é compartilhado e o que as pessoas fazem com este conhecimento é cabível de discussão, mas não é o tema e o propósito deste artigo.

Hoje em dia, “quem tem informação, domina a situação”. Frase interessante, não? E com a evolução e o estabelecimento da Era Digital, quem tem informação não só domina a situação, mas pode faturar com ela. Empresas como Hotmart e Monetizze se tornaram multimilionárias oferecendo plataforma profissional de cursos online para as pessoas e cobrando um percentual sobre vendas. Ali se vende de tudo que é conhecimento: como fazer bolo, como consertar sua máquina de lavar, como meditar, como passar em concurso público e mais uma infinidade de cursos (dos tradicionais aos mais exóticos) que na internet são chamados de infoprodutos. Podemos então chamar um profissional que vende seus cursos na internet de infoprodutor.

Esta atividade gerou uma outra chamada de Programa de Afiliados. Basicamente é o Infoprodutor contratando pessoas que estão dispostas a investir com ele para vender seus infoprodutos e receberem comissão por isso. As comissões para um afiliado podem variar de 20% a 90%. E sim, é muito atrativo.

Conforme o mercado evolui, mais atividades em torno de Infoprodutos e Programa de Afiliados se reinventa e neste meio há também os “picaretas”. Sim, os mesmos do mundo off-line. As plataformas como Hotmart e Monetizze, que eu citei antes, têm trabalhado em suas regras e literalmente expulsado este tipo de atividade de seus sistemas.

Falando de marketing digital, antes de comprar qualquer curso que promete ensinar como vender melhor seu produto ou serviço na internet, ou como ser um infoprodutor ou um afiliado, fique atento em 3 pontos que considero importantes para que você pesquise mais à respeito:

01 – Marketing Digital não é um produto

Marketing digital é uma estratégia de marketing na internet. Eu posso vender um curso de marketing digital e dizer que é um infoproduto, mas se alguém está vendendo marketing digital como se isso bastasse para você “ganhar” dinheiro na internet, desconfie, pesquise sobre o infoprodutor e veja se o que ele promete tem ligação com as realizações dele. Quem faz dinheiro na internet ensinando os outros a “ganhar” dinheiro na internet, é um bom exemplo de picaretagem.

02 – Programa de Afiliados não é pirâmide

Sim, eu ouço muita gente escrevendo e falando besteira na internet dizendo que Programa de Afiliados é pirâmide. Não. Entenda de uma vez por todas e de maneira simples como funciona se colocando no lugar de quem tem um infoproduto:

Você tem um curso e o seu forte compartilhar o conhecimento e precisa de pessoas para vender. Você oferece a estas pessoas uma comissão bem atrativa, como, por exemplo, 60% de comissão, porém, para estas pessoas venderem e receberem essa excelente comissão, precisarão investir em anúncios, ou seja, se acreditam que seu negócio é lucrativo, investiram tempo e dinheiro em anúncios para vender e receber suas comissões.

03 – É necessário investir tempo e dinheiro para ser um infoprodutor e um afiliado

Coloque na sua cabeça que para ser um infoprodutor e um afiliado, terá que investir, pelo menos tempo e dinheiro em anúncios, sem falar em outras estruturas. Geralmente os infoprodutores são os que levam maior fatia do faturamento, pois mesmo pagando comissões de 60%, 90%, ganham no volume de vendas, pois ele pode receber mais de 1 afiliado, alguns têm até milhares.

É normal um infoprodutor que ensina como atuar em sua atividade ou ensina como ser um afiliado, mostre seus ganhos. Sim, muitos deles são faturamentos milionários e não há mal em apresentar isso. É uma maneira de mostrar que é possível, mas requer também investimento. Se você não tem disposição de tempo e dinheiro para ser um infoprodutor ou participar de programa de afiliados, essa profissão não é para você.

Bom, acredito que deixei minha contribuição aqui e se você que leu e mesmo assim sai pelas redes sociais comentando em anúncios de infoprodutores que é tudo enganação, roubo ou 171, está vendo o mundo como você é. Diferente desta atitude, o mundo está evoluindo e todo mundo precisará ter mentalidade digital.

Rodrigo Facio

Rodrigo Facio

Eu vivo desconfortável. Isso mesmo que você leu: DES-CON-FOR-TÁ-VEL. O que me traz alento é processo de aprendizado contínuo, é saber de pessoas e aprender a me comunicar com cada uma delas. Valorizo o ser humano como único e insubstituível e meu papel como ser vivente é tornar o futuro das pessoas melhor, mesmo que seja com um sorriso. Além disso, atuo como gestor de marketing há 18 anos e há 13 anos sou especialista em marketing digital para o setor da educação corporativa e serviços de saúde. Amo minha esposa e meus dois meninos, sem eles, o resto não faz sentido.

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